sexta-feira, 18 de maio de 2012

A verdade, antes que se anuncie o "Prefeitura Praça Própria"

Matéria veiculada na edição desta sexta-feira do jornal "TER notícias" (página 4) destaca que Juiz de Fora terá sua primeira "Praça dos Esportes e da Cultura - PEC".

O terreno em que o equipamento será construído - às margens da avenida JK, no bairro Benfica - foi cedido à Prefeitura de Juiz de Fora pela Imbel (Indústria de Material Bélico do Brasil), vinculada ao Ministério da Defesa.

O projeto - criado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal - prevê a construção de várias instalações, como biblioteca, cineteatro com 125 lugares, pista de skate e quadra coberta, com a finalidade de integrar cultura, esporte e lazer.



Para instalação desse modelo de equipamento, o governo federal repassará R$ 3,5 milhões ao município!


Na verdade, duas propostas de Juiz de Fora foram selecionadas por representantes do Grupo Executivo do PAC, do Ministério da Cultura, do Ministério do Esporte e do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, conforme dispõe a Portaria nº 484, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Diário Oficial da União - 03/12/2010).

Assim, a comunidade do bairro Teixeiras também será contemplada e Juiz de Fora receberá, portanto, R$ 7 milhões do governo federal para os dois empreendimentos.


Em março deste ano, o prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos (PSDB), designou oito servidores para compor a Unidade Gestora Local (UGL) que acompanhará as obras (Portarias nº 7770 e 7771, publicadas no Diário Oficial Eletrônico do município de Juiz de Fora - 15/03/2012).

É muito importante conhecermos - e divulgarmos - essas informações, antes que campanhas publicitárias anunciem o "Prefeitura Praça Própria: o maior programa de intervenções em praças da história de Juiz de Fora".



- O conteúdo da matéria veiculada na edição impressa do "TER notícias" está disponível no site do jornal.

- Mais informações sobre o programa do governo federal: pracasdopac.gov.br



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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Entidades juiz-foranas reagem à proposta de "privatização" do Restaurante Popular de Juiz de Fora

Nessa quarta-feira, representantes de 17 entidades juiz-foranas se reuniram para analisar o edital de licitação para concessão de preparo e fornecimento de refeições no Restaurante Popular de Juiz de Fora.

Diante da constatação de que, da forma como consta do referido edital, elaborado pela Prefeitura de Juiz de Fora, o Restaurante Popular da cidade não cumprirá a sua função social, a "Frente de Defesa do Restaurante Popular" elaborou uma Nota de Repúdio às tomadas de decisão da administração pública municipal em relação ao equipamento.

O grupo, que pretende questionar judicialmente o edital, prepara a realização de atos públicos com o intuito de informar à população que, dada a terceirização completa do equipamento e a forma como a Prefeitura está planejando a sua gestão: "Não é este o Restaurante Popular pelo qual tanto lutamos!".

As ações acontecem neste sábado (no Calçadão da Rua Halfeld e nas feiras de Santa Luzia e Benfica), no domingo (na feira da Avenida Brasil) e na segunda-feira (em pontos de ônibus em várias regiões da cidade).

* Mais informações: Maria Goretti Simões e Bettina Koyro



Não é este o Restaurante Popular pelo qual tanto lutamos!

Em resposta ao edital publicado pela Prefeitura de Juiz de Fora, que optou pela terceirização completa da gestão do Restaurante Popular a ser instalado na cidade, a sociedade civil organizada em torno da luta pelo Direito Humano à Alimentação Adequada, à Soberania Alimentar e à Segurança Alimentar e Nutricional, vem por meio deste documento repudiar as tomadas de decisão da administração pública municipal, que demonstra total desconhecimento sobre as Convenções de Direitos Humanos, a legislação vigente sobre a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada, a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e as deliberações da IV Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (realizada em 2011), assim como as da I Conferência Municipal, realizada em 2009.

Da forma como consta do referido edital, o Restaurante Popular de Juiz de Fora não cumprirá a sua função social.

A finalidade dos Equipamentos Públicos de Alimentação e Nutrição - como o Restaurante Popular - é garantir o direito ao acesso a uma alimentação adequada à cultura alimentar local. O empreendimento deve gerar renda para a população em situação de vulnerabilidade social, contribuir com a economia popular solidária, fomentar a agricultura familiar agroecológica e ser um centro de convivência para experiências de Segurança Alimentar e Nutricional, assim como de educação alimentar.

A terceirização completa do equipamento e a forma como a Prefeitura está planejando a gestão do Restaurante Popular de Juiz de Fora impedem seu diálogo com os produtores da Agricultura Familiar e com os programas complementares do Governo Federal, encarecendo o preço final da refeição, dando lucro a uma empresa que não tem interesse em promover direitos e fornecer alimentos adequados. Além disso, abre portas para a discriminação e para a promoção de hábitos alimentares que não respeitem a cultura local.

Com apenas R$ 2,00, cidadãos de Alfenas e Belo Horizonte têm acesso à alimentação adequada; em Betim, basta R$ 1,70; em Petrópolis e Volta Redonda (no estado do Rio de Janeiro) e em Montes Claros, R$ 1,00. Em Juiz de Fora, o edital elaborado pela Prefeitura permite que a empresa responsável pelo Restaurante Popular cobre até R$ 4,70 por refeição.

Esclarecemos que o COMSEA-JF (Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional - Juiz de Fora) nunca foi chamado para ser parceiro nesta construção da gestão do Restaurante Popular, embora muitos conselheiros tenham mais conhecimento sobre a temática do que a própria administração local.

Assim, só nos resta o lamento e o repúdio, ao mesmo tempo em que nos colocamos mais uma vez ao lado da população, alertando-a sobre a verdade, que não será retratada nas mensagens publicitárias veiculadas pela Prefeitura de Juiz de Fora.

Frente de Defesa do Restaurante Popular de Juiz de Fora
- Cáritas Arquidiocesana de Juiz de Fora
- Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Juiz de Fora (CDDH-JF)
- Centro de Referência em Direitos Humanos de Juiz de Fora
- Comitê Central Popular
- Conselho Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
- Cooperativa de Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares (CETA)
- Cooperativa de Portadores de Deficiência em Juiz de Fora
- Fórum Municipal de População de Rua de Juiz de Fora
- Gabinete do vereador Flávio Cheker
- Instituto Educação e Cidadania (IEC)
- Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC)
- Pastoral da Criança
- Rede de Educação Cidadã (RECID)
- Renovação Cristã do Brasil
- Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora
- Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora e Região (STIM)
- Unibairros



Leia também:
- Quando quem devia não resolve, é preciso reforçar a Defesa!



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terça-feira, 15 de maio de 2012

Quando quem devia não resolve, é preciso reforçar a Defesa!

Nesta terça-feira, o "Jornal do Senado" veiculou matéria especial sobre "Restaurantes Populares".


Como se pode observar, a chamada alerta para o fato de que os restaurantes populares ainda são, para muitos brasileiros, a única alternativa de alimentação!


Para os cidadãos juiz-foranos, essas informações chegam em momento extremamente oportuno, uma vez que, no final de abril, o Executivo Municipal divulgou edital de licitação para concessão de preparo e fornecimento de refeições no "Restaurante Popular" de Juiz de Fora.

Lamentavelmente, porém, o modelo proposto pela Prefeitura de Juiz de Fora vai na direção oposta daquilo que pretende o programa do governo federal (financiador do empreendimento), além de atentar contra direitos e garantias dos cidadãos.

A distância é tamanha que, nessa segunda-feira, em Belo Horizonte, durante um Encontro sobre "Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)", no momento em que especialistas discutiam violações do DHAA no estado de Minas Gerais, foi citado o caso do "Restaurante Popular" de Juiz de Fora.

Entre outros aspectos, enquanto o maior valor cobrado no país pela refeição é de R$ 2,00 (boa parte dos municípios adota o valor simbólico de R$ 1,00), os termos do edital juiz-forano permitem que a empresa responsável pelo Restaurante Popular cobre até R$ 4,70 por refeição.

- PJF opta por gestão terceirizada ("Tribuna de Minas" - 28/04/2012)

Para tentar impedir mais essa "obra" da Administração Municipal, cidadãs e cidadãos juiz-foranos estarão reunidos nesta quarta-feira, na "Frente de Defesa do Restaurante Popular"!



Pesquisa realizada em 2005 pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) com 600 usuários, de 19 restaurantes populares, aponta que:

- 22% dos entrevistados ficam sem alimentação quando não vão aos restaurantes populares;

- o preço é o principal motivador (78% dos usuários), mas a qualidade dos alimentos também é muito importante, 86% deles afirmam se preocupar com essa questão;

- 39% dizem fazer suas refeições cerca de 5 vezes por semana em restaurantes populares, isto é, comem nestes locais de segunda a sexta-feira.

* A função dos restaurantes populares também é muito reconhecida entre os entrevistados, praticamente sua unanimidade: 97% acreditam que o trabalho desenvolvido nestes locais, de maneira geral, possibilita uma melhor condição de vida para os seus usuários.




Atualmente, 89 Restaurantes Populares (não "cerca de 40", como afirma o secretário Municipal de Agropecuária e Abastecimento, Airdem Gonçalves de Assis, na matéria veiculada no jornal "Tribuna de Minas" em 28/04/2012) se encontram em funcionamento em 73 municípios brasileiros, servindo um total de cerca de 123 mil refeições por dia.

Navegue pelos links abaixo e compreenda como um "Restaurante Popular", se conduzido em conformidade com os objetivos definidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, pode contribuir significativamente para transformar a vida de muitos cidadãos:

- Conheça o programa Restaurantes Populares do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
- Restaurantes populares têm melhorado saúde de brasileiros
- DF e alguns estados têm iniciativas pra oferecer segurança alimentar à população
- Comida a R$ 1,00: Prefeitura [de Montes Claros] subsidia o almoço no Restaurante Popular



Leia também:
- Direito à saúde e à alimentação? Não em Juiz de Fora
- Direito à alimentação: o que faz - e o que não faz - a Prefeitura de Juiz de Fora
- "Quem tem fome, tem pressa"; já a Prefeitura de Juiz de Fora...
- Restaurante Popular: "A gente não quer só comida..."



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sábado, 12 de maio de 2012

"Deus, dá-nos loucos!"

Neste sábado, foi lançada na Zona da Mata mineira a 5ª Semana Social Brasileira, com o tema "Participação da sociedade no processo de democratização do Estado brasileiro".


O evento, realizado pela Cáritas Arquidiocesana de Juiz de Fora e pela Cáritas Diocesana de Leopoldina, reuniu cerca de 50 pessoas, de Juiz de Fora, Leopoldina, Muriaé e São João del-Rei.

O encontro, na Cúria Metropolitana de Juiz de Fora, contou com a assessoria de Padre Nelito Dornelas (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB) e de Liliam Daniela (Assembleia Popular - Belo Horizonte/MG).

Em uma sociedade marcada por uma ideia individualizante, a mobilização pretende difundir a cultura do "Bem Viver", em que o coletivo se sobrepõe ao individual, representado atualmente pelo esforço para "viver bem".

Novos encontros devem acontecer em várias cidades da região, como Matias Barbosa (junho - a data será definida oportunamente), Leopoldina (3 de novembro), Juiz de Fora (24 de novembro) e São João del-Rei (6 de abril de 2013).


As Semanas Sociais são parte da ação evangelizadora da Igreja em muitos países, articulando as forças populares e intelectuais para debater questões sócio-políticas relevantes e traçar perspectivas para o seu país, baseadas no Ensino Social da igreja.

No Brasil, a Semana Social acontece desde 1991, com o objetivo de mobilizar as comunidades para refletir sobre as estruturas sociais, políticas e econômicas do Estado Brasileiro e participar do processo de sua democratização, promovendo a participação dos pobres e excluídos na construção de um país justo, democrático, solidário e sustentável.



Mais informações: www.semanasocialbrasileira.org.br



* Nota: O título deste texto é o mesmo da oração distribuída no início do evento em Juiz de Fora (sem autoria identificada):

Deus, dá-nos loucos!

Deus envia-nos loucos! Os que se esquecem, os que se comprometem a fundo, os que amam além das palavras, os que se entregam verdadeiramente, até o fim...

Precisamos de loucos, de ilógicos e de apaixonados, dos que sejam capazes de se atirar na insegurança, no desconhecido cada vez mais medonho da pobreza, dos que aceitem perder-se na massa anônima, sem desejo nenhum de fazer disso pedestal.

Dos que não utilizam as superioridades que adquiriram para o seu próprio serviço.

Senhor, Vós bem sabeis que o salto nem sempre consiste em romper com o meio ou com o nível de vida, mas numa ruptura muito mas profunda, consigo mesmo, com o eu ainda egocêntrico, que tudo havia dominado até então.

Precisamos hoje de loucos. Daqueles que preferem um estilo simples de vida, libertadores eficientes do proletariado, amantes da paz, puros sem compromissos, decididos a nunca trair, desprezando a própria vida, resolvidos à abnegação em plenitude.

Capazes de aceitar qualquer trabalho, de ir a qualquer lugar, por disciplina, ao mesmo tempo livres e obedientes, espontâneos e tenazes, doces e fortes. Senhor, envia-nos loucos! Amém!




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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Lendo... vendo... sendo... fazendo notícia!

A capa da edição desta quinta-feira do jornal "Tribuna de Minas" é um sinal inequívoco da força que cidadãs e cidadãos adquirem ao se apropriarem de meios de comunicação.

As duas manchetes, que ocupam praticamente toda a página, evidenciam debates potencializados nas redes sociais (notadamente o facebook) e as respectivas matérias (Pedestres e ônibus disputam espaço(*) e Deficientes apontam falhas em nova calçada) preenchem todo o espaço da página 3 do jornal.

O simbolismo é enorme!



* (*) interessante também a versão publicada originalmente no site do jornal:
- Travessia em cruzamento no Centro é perigo para pedestres




Das redes às ruas, a simbiose entre os diversos atores sociais e a imprensa, sensível às manifestações populares, impulsionou repórteres em direção ao livre e adorável exercício de apuração dos fatos. Os jornalistas, então, difundiram as informações por toda a cidade.

Diante da incessante pressão popular e da livre circulação das informações nos meios tradicionais de comunicação, foi anunciada, no primeiro caso, a revisão imediata no projeto de intervenção urbana.

Parabéns a todas e todos que, nas redes e nas ruas, ajudaram a escrever um final diferente para esta história!


Contudo, no meio desse turbilhão informativo, algumas questões relevantes veiculadas também pela imprensa local nesta quinta-feira não receberam de nós, cidadãs e cidadãos de Juiz de Fora, ainda, a mesma atenção:



As empresas cujos caminhões-caçamba recolhem resíduos de construção civil na cidade paralisaram suas atividades nessa quarta-feira, como forma de protesto.

Matéria veiculada no jornal "Diário Regional" (10/05/2012 - página 05) revela que, "depois de 910 dias de contrato com a Prefeitura de Juiz de Fora, o 'bota-fora' no bairro Barreira do Triunfo, que vinha recebendo os entulhos provenientes, em sua maioria da construção civil, foi interditado".

No momento, os "caçambeiros" têm que pagar para descarregar cerca de 100 mil toneladas diárias de material no Aterro Sanitário de Dias Tavares. Em seu último parágrafo, o texto destaca que "a PJF estuda a redução do preço pago pelos caçambeiros para despejarem o material no Centro de Tratamento de Resíduos, localizado em Dias Tavares, mais conhecido como Aterro Sanitário".

Representantes do setor alertam que os custos adicionais impactarão o valor das obras e dos imóveis, e que a paralisação prossegue até que a Prefeitura solucione o problema. Enquanto persiste o impasse, o entulho parado nas obras pode atrair insetos e outros animais.



Diante da dificuldade de diálogo com a administração municipal, trabalhadores de diversos segmentos estão sendo levados a suspender a prestação de serviços à população:

- Professores cruzam os braços e retomam conversa com a PJF
- Médicos aprovam, em assembleia, votação para indicativo de greve
- Obra da Cesama é interrompida e desagrada moradores



Mas não são apenas os trabalhadores que reclamam do abandono das autoridades. "O bairro está abandonado por todos os órgãos públicos", reclamou a presidente da Associação Pró-Melhoramentos do bairro Ipiranga, Cíntia Moreira, durante protesto que reuniu moradores, comerciantes, professores e alunos na zona sul da cidade, também nessa quarta-feira ("Tribuna de Minas" - 10/05/2012 - página 4).



A morosidade do Executivo Municipal diante do dinamismo da cidade impressiona: matéria veiculada no jornal "TER notícias" (10/05/2012 - página 4) destaca que "depois de mais de um mês de atraso, o prefeito Custódio Mattos assina, na próxima quarta-feira, a ordem de serviço que dará início à despoluição do Rio Paraibuna". (grifo nosso)



No mesmo jornal, nota veiculada na coluna do jornalista Wilson Cid aponta que:
É possível verificar, nos últimos dias, a participação na rede social Facebook de alguns secretários municipais e funcionários comissionados da prefeitura, que vêm adotando em seus comentários uma postura de defesa da administração municipal e do prefeito Custódio Mattos.

O texto destaca ainda que:
Outra novidade é a presença de Custódio com um perfil no Facebook, como se fosse um cidadão comum, querendo fazer amigos nesta rede social. Antes se via ali a participação solitária do vereador José Laerte, presidente do diretório municipal do PSDB, fazendo a defesa do partido. E agora também entra no debate o procurador-geral do município, Gustavo Vieira, que se utiliza da legislação para refutar acusações, sem deixar escapar a oportunidade de fazer intervenções irônicas em relação a ações do governo do PT.

Estará o tempo dedicado à internet comprometendo o exercício da função pública?



E o que pensar da nota "Tour", veiculada na coluna "Nossa Gente" do mesmo jornal (10/05/2012 - página 7):
Com o objetivo de visitar as obras da cidade, amanhã o prefeito Custódio Mattos fará um tour por Juiz de Fora com representantes da imprensa local. A caravana sairá às 9h do Museu Ferroviário e, após o passeio, será servido um almoço no Hotel Renascença.

Confesso que, no final de 2011, ao ler no site da Prefeitura de Juiz de Fora uma notícia sobre apoio a projetos turísticos para 2012, imaginei algo completamente diferente!



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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Veja: amo minha mãe e jamais faria isso com ela!

Nesse final de semana, o programa "Domingo Espetacular", da Rede Record, veiculou reportagem que revela o modo como opera uma das revistas mais vendidas do país.

Os diálogos entre um contraventor e um diretor da referida revista comprovam que, mais do que mau jornalismo, a publicação padece de mal insanável:



Com o passar do tempo, os fatos que vêm à tona me levam a substituir, sempre que citar a referida revista, o uso da expressão "jornalismo canalha" (proposta pelo jornalista José Arbex Jr. em excelente livro editado pela "Casa Amarela") por "jornalismo de esgoto"!


Logo no dia seguinte, recebi - pela enésima vez - "e-mail marketing" da Editora Abril, oferecendo assinatura da citada revista.

Desta vez, tentando "surfar" no apelo comercial da semana, a mensagem sugere que eu presenteie minha mãe com o referido hebdomadário (termo utilizado reiteradamente pelo senador Fernando Collor - PTB/AL para referir-se ao nefasto periódico).


Assinar Veja? Fique tranquila, mãe: jamais farei - ou permitirei que façam - isso com as pessoas que amo!



Leia também:
- Veja, como o crime organizado faz jornalismo
- Por trás das capas; por baixo dos panos...



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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Direito à saúde e à alimentação? Não em Juiz de Fora!

Nesta sexta-feira, 27 de abril, quem se dirigiu à Ouvidoria Municipal de Saúde em Juiz de Fora encontrou fechadas as portas do órgão.

A decisão de suspender a prestação do serviço foi aprovada nesta semana pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS), reconhecendo que as atuais condições de trabalho no órgão comprometem significativamente a qualidade do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Embora a situação já tenha sido oficialmente comunicada à Secretaria Municipal de Saúde, até o presente momento nenhuma providência foi adotada para solucionar - ou pelo menos minimizar - as dificuldades relacionadas aos recursos humanos e materiais à disposição do órgão e, consequentemente, da população que recorre ao serviço.

Assim, apesar dos esforços e da dedicação de quem, nos últimos anos, exerce/exerceu a função de Ouvidora de Saúde, a inércia do Executivo Municipal justifica a apresentação ao CMS da proposta de fechar as portas do órgão!


Com a aprovação em Plenário, hoje, juiz-foranas e juiz-foranos foram privados do direito de contar com um órgão responsável por zelar pelo respeito aos direitos do cidadão, tal como previstos na Constituição Federal, na Lei Orgânica e na Lei Municipal que instituiu o Conselho Municipal de Saúde.

E o descaso com a população parece não ter fim!


Nessa quinta-feira, o prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos (PSDB), vetou o Projeto de Lei do vereador Flávio Cheker (PT) - aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal - que prevê a distribuição gratuita de medicamentos nas casas dos pacientes acamados e com dificuldade de mobilidade cadastrados pelo SUS.

As razões apresentadas pelo chefe do Executivo são questionadas pelo parlamentar, que pretende tentar sensibilizar seus pares para derrubar o veto. Se isso ocorrer, idosos e pessoas com capacidade reduzida de mobilidade serão beneficiados.

Também nesta semana, a Prefeitura de Juiz de Fora divulgou o edital de licitação para concessão de preparo e fornecimento de refeições no Restaurante Popular de Juiz de Fora.

Os termos do documento permitem que a empresa responsável pelo Restaurante Popular (isso mesmo, o equipamento será terceirizado!) cobre até R$ 4,70 por refeição.

Além disso, apenas 200 refeições - das cerca de 3.000 que poderão ser servidas diariamente - serão subsidiadas pelo Executivo.

Desse modo, Juiz de Fora poderá se "orgulhar" de possuir um Restaurante Popular que não será popular!
Não é legal?
Não, definitivamente, não é legal!


Diante da constatação de que, do modo como está sendo proposto pela Administração Municipal, o Restaurante Popular de Juiz de Fora não cumprirá a sua função social, o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea-JF) decidiu retirar-se do processo de implantação do referido equipamento, alertando a população para o fato de que "não é este o restaurante popular pelo qual tanto se lutou!"

A secretária do Comsea-JF, Bettina Koyro, explica que:
O Restaurante, da forma que foi licitado não vai cumprir com a sua função social, vai entregar de bandeja um equipamento público, construído com dinheiro do Governo Federal, para que uma empresa privada possa lucrar, não vai dialogar com os outros programas de Segurança Alimentar do governo, nem com os produtores da agricultura familiar da cidade e ainda será porta de entrada para discriminação e péssimos exemplos de hábitos alimentares, não respeitando circuitos curtos de produção, abastecimento e consumo, falhando assim na garantia do direito do acesso ao alimento adequado.
Não é esse o restaurante pelo qual tanto se lutou e, pelo que testemunhamos, não apenas nesta semana, mas nesses quarenta meses, não é esta "a cidade que queremos"!



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